CRÍTICAS DE SHOWS:

com Eliane Elias trio - Espanha, Agosto 2008

"Eliane Elias triunfa em Jávea com sua combinação de jazz e música brasileira"

Sua atuação atraiu mais de 1.500 pessoas que desfrutaram da performance de todo o grupo
L. E. JÁVEA

A praça da Constituição de Jávea ultrapassou sua lotação máxima na ocasião da apresentação da pianista e cantora brasileira Eliane Elias no festival Xábia Jazz, organizado pela Secretaria de Esportes e Cultura, através do Instituto de Música de Valência e Prefeitura de Jávea.

A atuação de Eliane Elias foi uma combinação de temas norte-americanos e brasileiros, com destaque à suas duas grandes influências, o jazz e a bossa nova. Foi jazzista sutil e enérgica em composições como ‘Tangerine’, ‘A sleepin’ bee’ e ‘You and the Night and the Music’, esta última um tributo a Bill Evans, um de seus pianistas favoritos, a quem dedicou um de seus últimos discos. Já do lado brasileiro, tocou temas de Djavan e outros contemporâneos, para finalizar com uma extensa versão de ‘Garota de Ipanema’, onde trocou solos com o estupendo baterista Mauricio Zottarelli, muito participativo durante toda a noite.

A partir de uma elegante e discreta participação, o contrabaixista Marc Johnson, casado com a pianista, nos lembrou o porque de ser considerado um dos melhores intérpretes de seu instrumento nas últimas décadas, tanto por seus solos quanto por suas belas linhas de acompanhamento. Comunicativa e acessível, Elias passou um bom tempo autografando discos e saudando o público depois da atuação, que será lembrada como histórica no festival.

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Artigo/Review de Show
Jornal Cidade de Rio Claro, SP, Brasil 8 de agosto de 2007

por José Antonio Chagas
“SOM E TOM

Mauricio Zottarelli reúne, na sua visita ao Brasil, grupo de amigos-músicos para estremecer o Ginástico com baquetas que, em suas mãos, parecem mágicas, já que foi abençoado pelo dom e pela ginga, dando ao jazz e ao blues balanço que só mesmo os brasileiros conseguem dar.

Imagino que, graças a ele, o tio Sam possa pegar no tamborim. Falo isso porque aplaudi demoradamente a belíssima interpretação de Bye, Bye, Brazil. Isto sem mencionar a qualidade de suas músicas e de outras tantas de outro tantos talentos presentes ali. Impressionante saber que dentre seis ou sete jovens, a maioria deles de Rio Claro, há compositores deste porte.

Ao lado de bons companheiros de mesa, comentei insistentemente sobre a farta distribuição de dons que Deus faz.
Entendi que Mauricio reconhece isso, haja vista a simplicidade com que atende o público, orienta os mais jovens e divide seu talento, oferecendo ao público a genialidade de sua bateria e a qualidade de suas composições. Dá,então, para entender, porque Nova York, esta cidade plural, adotou o artista para, depois, dividir seu trabalho entre os estados e as cidades norte americanas, reconhecendo nele, desde já, um dos bons percussionistas do momento, capaz de fazer da música instrumental seu ponto de partida para chegar exatamente aonde os americanos gostam de chegar: no som apurado, revelador, cheio de suingue e nostalgia.(...)”

 

José Antonio Chagas é jornalista, professor, e exercia o cargo de Secretário Municipal da Cultura de Rio Claro na ocasião da publicação deste artigo.

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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